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Rachel de Queiroz
Ocupante da Cadeira 32
 
Por José Murilo Martins 
in POETAS DA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS
 
 
 
RACHEL DE QUEIROZ
 
Raquel de QueirozNasceu em Fortaleza no dia 17 de novembro de 1910 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 4 de novembro de 2003.
 
Fez o curso normal no Colégio Imaculada Conceição, após o qual dedicou-se ao jornalismo.
 
Colaborou com os jornais cearenses O Ceará, A Jangada e O Povo e, transferindo-se para o Rio de Janeiro, com o Diário de Notícias, O Jornal e Folha Carioca.
 
Fez reportagens para a revista A Cigarra e, a partir de 1946, passou a redigir a Última Página da revista O Cruzeiro, o que a fez, na época, a cronista mais lida do Brasil.
 
Cronista de inegável valor foi ao mesmo tempo romancista, contista, ensaísta, teatróloga e tradutora de livros. Estreou muito jovem na literatura com o livro O quinze, que lhe deu renome nacional e o prêmio da Fundação Graça Aranha, considerado, na época, o mais importante dos meios literários do País.
 
Seus livros subseqüentes continuaram a ter aceitação do público e reconhecimento da crítica. Principais obras: O quinze, 1930; João Miguel, 1932; Caminho de pedras, 1937; As três Marias, 1939 (prêmio Sociedade Felippe D´Oliveira); A donzela e a Moura Torta, 1948; Lampião, 1953; A beata Maria do Egito, 1957; Cem crônicas escolhidas, 1958; Dôra, Doralina, 1975; Galo de ouro, 1986; Memorial de Maria Moura, 1992; e Tantos anos, 1998, em colaboração com Maria Luíza de Queiroz. No início de sua vida literária adotou o pseudônimo de Rita de Queluz.
 
Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, na cadeira número 5, cujo patrono é Bernardo Guimarães, em 4 de novembro de 1977.
 
Recebeu os prêmios Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, Jabuti de Literatura Infantil, Nacional de Literatura de Brasília, Juca Pato e o Camões, do Governo de Portugal. Fez parte do Conselho Federal de Cultura e foi delegada do Brasil na 21ª Sessão da Assembléia Geral da ONU.
 
Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994 na ocasião do centenário da Academia.
 
Ocupou a vaga deixada por Moreira Campos, cadeira número 32, cujo patrono é Ulisses Pennafort.
 
Foi saudada pelo então presidente do sodalício, acadêmico Artur Eduardo Benevides.
 
 
 
 
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