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Joaquim Catunda
Patrono A partir de 1922 da Cadeira 4
 
Por GUILHERME STUDART (Barão de Studart), 
na obra DICCIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁPHICO CEARENSE
 
 
 
Joaquim de Oliveira Catunda
 
Nasceu em S. Quitéria a 2 de Dezembro de 1834.
 
Filho de Antonio Pompeu de Souza Catunda, e oriundo de antiga familia Riograndense do Norte. Estudou preparatorios no Lyceu de Fortaleza tendo nesse intuito vindo em 1849 para casa de seu tio e padrinho o Senador Thomaz Pompeu.
 
Por sentir vocação para a vida militar sentou praça em 1853.
 
Seguiu nesse anno para o Rio de Janeiro, serviu no 1.o Batalhão de artilharia a pé, matriculou-se na Escola Militar em 1857 e della teve baixa em 1860 quando seguiu para. Alagoas em commissão do Governo a demarcar as terras, devolutas do Urucú, como agrônomo.
 
Pretendendo depois um emprego publico, foi nomeado 2,° escripturarío d'Alfandega, por concurso, em principio” de 1862, 1.o escripturario da do Ceará em 1864, logar que abandonou por ser nomeado professor de instrucção primaria no Ipu em 1867.
 
No anno seguinte foi nomeado Official maior da Secretaria do Governo e em 18791 Secretario da Relação do Districto. Joaquim Catunda foi professor de philosophia do Lyceu (1882) da antiga Provincia e professor de allemão da extincta Escola Militar do Ceará, representou a Provincia nos biennios de 1866—67, 78-79, 80-81 e fez parte do Conselho de instrucção Publica.
 
Desde a proclamação da Republica representou seu Estado natal no Senado; do qual era 1.o secretario. Falleceu na Capital Federal a 28 de Julho de 1907, victimado por grippe intestinal, realisando-se o seu enterramento na tarde do dia seguinte no Cemitério de S. João Baptista. Na triste ceremonia o Instituto do Ceará foi representado pelos Drs. Belisário Távora, Justiniano de Serpa e Barão de Studart. Como um tributo de saudades e em obediência ao respectivo Regulamento essa sociedade celebrou no palacete da Assembléa solenne commemoração fúnebre, encarregando-se do necrológio o orador Dr. Antonio Augusto de Vasconcellos, e traz ornado o salão de suas sessões com o retrato do illustre extincto.
 
É autor do livro intitulado : —Estudos de historia do Ceará, Typ. do Libertador, Fortaleza, rua Major Facundo 56, 1886. Sobre os Estados foi publicado por G. M. na Constituição de Fortaleza, 1887, uma serie de substanciosos artigos.
 
No Instituto do Ceará, de que era membro conspícuo, exerceu desde sua creação o logar de 1.o secretario e para sua Revista contribuiu em 1887 com o trabalho Origens americanas, Immigrações prehistoricas e em 1888 com um outro sob o titulo As evoluções do clima.
 
O Almanaque Brasileiro, sob a intelligente redacção de João Ribeiro, anno 7.o, publicou a biographia do Senador J. Catunda e terminou-a dizendo que elle deixa inédita uma obra A historia do Ceará a que dedicava amorosamente os seus lazeres; vai nisso um engano: Catunda ha muito que deixara de se entregar aos estudos de historia pátria, sendo de ultimo seus predilectos os que se refiriam ás sciencias naturaes, especialmente á botânica.
 
O Almanaque quiz fallar dos Estudos de historia do Ceará, mas esses vieram á luz da publicidade ha 24 annos. 
 
 
 
 
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