JUSTINIANO DE SERPA

Posição FUNDADOR/PATRONO - Ocupante da Cadeira 1
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Justiniano José de Serpa nasceu em Aquiraz, no dia 6 de janeiro de 1852.

Foi um dos fundadores da Academia Cearense de Letras. Ocupou a cadeira número 1 e é o atual patrono da cadeira 22.

Conforme Raimundo Girão, era “filho de pais humildes, subiu, no entanto, aos altos píncaros da inteligência, à custa do seu pujante talento e da sua edificante vontade de vencer.”

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife, em 1888. Exerceu, mais de uma vez, o mandato de deputado provincial. Em Fortaleza, foi redator dos jornais “Constituição”, órgão do Partido Conservador, “A Pátria”, “O Norte” e “Diário do Ceará”, e colaborou em “Iracema”, órgão do Centro Literário.

Foi um dos mais fervorosos adeptos do movimento abolicionista, cujos ideais defendeu por meio da imprensa e da tribuna.

Em Manaus, para onde se transferiu depois, foi redator dos jornais “Federação” e “Rio Negro”. Foi superintendente do governo do município, delegado da intendência, procurador da República, diretor da Biblioteca Pública do Estado e professor e inspetor federal junto ao Ginásio Amazonense.

Em seguida, foi residir no Pará. Em Belém, ocupou as funções de professor e vice-diretor da Faculdade de Direito, além disso, montou uma conceituada banca de advocacia. Eleito deputado federal em 1906, pelo Pará, teve seu mandato renovado em várias legislaturas.

Na Câmara dos Deputados, foi escolhido presidente da Comissão de Finanças e teve fulgurante atuação na discussão do projeto do Código Civil. Após uma acirrada disputa política, foi eleito de presidente do estado do Ceará, em 1920, cuja gestão fora brilhante, contudo, interrompida com a sua morte, em 1923.

Jornalista, poeta, orador primoroso e arrebatador, parlamentar, jurista e homem público dos maiores da história republicana, Justiniano de Serpa é um dos cearenses mais ilustres.

Fundador da Academia Cearense, fez parte da diretoria no cargo de orador, no período de 1894 a 1900. Participou intensamente nas sessões da fase inicial do sodalício, discutindo temas jurídicos. Em 1922, com a ajuda de Leonardo Mota, promoveu a reorganização do quadro acadêmico, ocasião em que o nome da academia foi mudado para Academia Cearense de Letras e o número de acadêmicos elevou para 40 sócios.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 1º. de agosto de 1923.

Obras principais: O poeta e a virgem; Oscilações (poesias) (1883); Três liras (poesias, com Antônio Bezerra e Antônio Martins) (1883); Cintilações; Sombras e clarões (versos) (1885); Discurso (proferido a 14.8.1887, em favor do monumento ao General Tibúrcio); Sob os ciprestes (1887); A educação brasileira – seus efeitos sobre o nosso meio literário (tese); Discurso (na sessão magna comemorativa do 1.° aniversário da Academia Cearense); Reforma da legislação cambial (1907); Questões de Direito e de legislação (1920).

Fonte: STUDART, Guilherme. Dicionário biobibliográfico cearense. MARTINS, José Murilo. Poetas da Academia Cearense de Letras. MARTINS, José Murilo. Academia Cearense de Letras. História e Acadêmicos. GIRÃO, Raimundo. A Academia de 1894.