TOMÁS POMPEU

Posição FUNDADOR/PATRONO - Ocupante da Cadeira 3
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Tomás Pompeu de Sousa Brasil Filho nasceu em Fortaleza, no dia 30 de junho de 1852.

Foi um dos fundadores da Academia Cearense de Letras. Ocupou a cadeira número 3 e é o atual patrono da cadeira 35.

Filho de Tomás Pompeu de Sousa Brasil (Senador Pompeu) e de Felismina Carolina Filgueiras.

Político, jornalista, jurista, professor e economista.

Bacharelou-se em 1872, pela Faculdade de Direito do Recife. Trabalhou no jornal “O Cearense”. Pertenceu à Academia Francesa.

Nas palavras de Raimundo Girão, Tomás Pompeu “na sua formação cultural soube acumular os mais sólidos conhecimentos humanístico-sócio-fiiosóficos e, afazendo-se aos problemas essenciais de sua terra natal, acerca dos mesmos escreveu alentadas monografias e compêndios. Era, na justa significação do termo, um erudito, um pensador, sobre ser dotado de invulgar capacidade de trabalho. Bem se disse que “foi um sol das nossas letras”, podendo legar à posteridade vasta bibliografia.”

Foi professor da Escola Militar do Ceará, do Liceu, da Escola Normal, deputado provincial em três legislaturas sucessivas (1876-1886) e vice-presidente da Província.

Foi fundador, professor e diretor da Faculdade de Direito do Ceará, além disso, foi também fundador e presidente do Instituto do Ceará (1887).

Colaborou nos jornais e revistas “O Cearense”, “Fraternidade”, “Gazeta do Norte”, “Galeria Cearense”, “Revista da Academia Cearense”, “Revista do Instituto do Ceará”.

Foi um dos fundadores da Academia Cearense de Letras, embora não tenha comparecido à sessão solene de 15 de agosto de 1894. Na reorganização da Academia, em 1922, ocupou a cadeira número 3, cujo patrono era seu pai, o senador Pompeu. Na reestruturação de 1930, foi escolhido patrono da cadeira 38. Na reorganização de 1951, passou a ser patrono da cadeira 35.

Faleceu em Fortaleza, no dia 6 de abril de 1929.

Obras principais: Lições de Geografia Geral (1895); O Ceará no começo do século XX (1909); A cultura do algodão (1916); O ensino superior no Brasil (1913); Memória histórica da Faculdade de Direito (anos de 1914 e 1915) (1917); O Ceará no Centenário da Independência do Brasil (19 vol., 1922, e 29) (1926); Lições de Direito Constitucional. Direito Público Constitucional (resumo de “Teoria Geral do Direito Público”, 2 volumes, inédito).

Fonte: STUDART, Guilherme. Dicionário biobibliográfico cearense. MARTINS, José Murilo. Poetas da Academia Cearense de Letras. MARTINS, José Murilo. Academia Cearense de Letras. História e Acadêmicos. GIRÃO, Raimundo. A Academia de 1894.